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Imazon apresenta a experiência do Programa Grande Tumucumaque no monitoramento da biodiversidade em territórios indígenas durante evento em Brasília
Oficina organizada pela WWF- Brasil proveu intercâmbio entre organizações que atuam no monitoramento
06/07/26
O Imazon participou, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, da Oficina de “Troca de Experiências e Construção de Ações Conjuntas para o Monitoramento da Biodiversidade em Territórios Indígenas”, promovida pelo WWF-Brasil. O encontro, realizado em Brasília, reuniu lideranças indígenas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e instituições governamentais para fortalecer redes de colaboração, compartilhar experiências e construir um plano conjunto voltado ao monitoramento da biodiversidade em territórios indígenas.
Representando o instituto, os pesquisadores Daniel Pinheiro e Jarine Reis, que integram o Programa de Áreas Protegidas do Imazon, participaram das discussões sobre governança, integração de saberes e cooperação entre diferentes instituições.
Durante a programação, a bióloga Jarine apresentou a experiência do monitoramento da biodiversidade dentro do Programa Grande Tumucumaque, iniciativa do Imazon e do Iepé em parceria com as organizações indígenas Apitikatxi, Apiwa e Tekohara, a Funai e o Ideflor-Bio, que prevê um monitoramento de 15 anos da fauna e da flora nas unidades de conservação Esec Grão-Pará e Rebio Maicuru, além do fortalecimento territorial dessas UC's e das terras indígenas vizinhas Zoé, Rio Paru D'Este e Parque do Tumucumaque.
A pesquisadora destacou as metodologias utilizadas, os aprendizados obtidos e os resultados no processo de monitoramento e enfatizou a importância do protagonismo indígena dentro da iniciativa.
"O monitoramento da biodiversidade dentro do Programa Grande Tumucumaque é realizado pelos indígenas, que receberam capacitações para executar este importante trabalho. Eles são as melhores pessoas para atuar no monitoramento, pois conhecem muito bem o território, os animais e a biodiversidade local. A cooperação entre a comunidade originária e as instituições científicas que desenvolvem o projeto tem sido uma experiência muito enriquecedora", comenta Jarine.
Para Daniel Pinheiro, a oficina também evidenciou a importância da articulação entre organizações, instituições de pesquisa e povos indígenas para fortalecer ações de conservação na Amazônia frente aos impactos das mudanças climáticas.
"A biodiversidade presente nos territórios indígenas vem sendo afetada pela instabilidade climática, pelo desmatamento e queimadas que destroem ou desequilibram o habitat natural de plantas, animais e outros seres vivos. Por isso, é tão necessário realizar este intercâmbio de experiências que amplia nossa capacidade de construir estratégias conjuntas e fortalece iniciativas de monitoramento que respeitam as especificidades de cada território", destacou o Daniel.
A oficina enfatizou o papel das terras indígenas na proteção da biodiversidade, a importância da cooperação interinstitucional na produção de conhecimento, consolidando o diálogo entre diferentes atores como um caminho essencial para fortalecer a gestão territorial e a conservação dos ecossistemas.
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