Imazon leva dados e ferramentas de monitoramento ambiental para apoiar fiscalização em Tailândia (PA)

Equipe participou de capacitação promovida pelo MPPA, apresentou diagnóstico do município e testou aplicativo desenvolvido em parceria as secretarias municipais

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Participantes do encontro no município de Tailândia (Imagem: Arquivo interno)
Participantes do encontro no município de Tailândia (Imagem: Arquivo interno)

O uso de dados e tecnologias para fortalecer o monitoramento ambiental foi tema de uma agenda do Imazon em Tailândia, no Pará. A convite do Centro de Apoio Operacional Ambiental (CAO Ambiental) do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a equipe participou de uma programação voltada à capacitação de servidores e ao apoio às ações de fiscalização no município.

Realizada entre 16 e 18 de setembro, reuniu técnicos, servidores, fiscais e coordenadores das secretarias municipais, além de representantes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos. O pesquisador do Imazon Paulo Amaral destaca que a parceria entre instituições é fundamental para transformar conhecimento e dados em ações concretas de proteção ambiental. “Quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos aproximar a ciência das necessidades de quem atua no dia a dia e fortalecer as políticas de prevenção e fiscalização ambiental”, afirma. 

No primeiro dia, foram apresentadas ferramentas e metodologias para o monitoramento do desmatamento e da degradação na Amazônia, a visualização e o uso de dados para a tomada de decisão e softwares como QGIS e Google Earth Engine (GEE). As atividades também abordaram o uso dos dados da PrevisIA, plataforma que utiliza Inteligência Artificial (IA) para identificar áreas sob risco de desmatamento.

“Levar os dados da PrevisIA a quem atua diretamente na fiscalização é uma forma de aproximar a ferramenta da realidade do município. A partir dessas informações, os profissionais podem identificar com antecedência locais sob risco de desmatamento e usar esse conhecimento para orientar o planejamento e a tomada de decisão”, observa Alexandra Alves, pesquisadora do Imazon.

No segundo dia, o Imazon apresentou um diagnóstico ambiental do município, reunindo informações que podem apoiar o planejamento de ações de prevenção e controle de ilícitos ambientais.

Pesquisadora Alexandra Alves durante apresentação para participantes da capacitação (Imagem: Arquivo interno)
Pesquisadora Alexandra Alves durante apresentação para participantes da capacitação (Imagem: Arquivo interno)

Dados aplicados à fiscalização

A equipe do Imazon ainda visitou a sede da SETCMA para conhecer mais de perto a rotina dos profissionais responsáveis pela fiscalização ambiental. Durante o encontro, conversaram com fiscais e com o coordenador da secretaria para entender os principais desafios enfrentados no trabalho de campo e discutir como estudos e dados produzidos pelo instituto podem contribuir para a tomada de decisão.

A visita também marcou uma etapa de testes do aplicativo que está sendo desenvolvido pelo Imazon em parceria com alguns municípios paraenses e o Fundo Vale. A ferramenta foi utilizada em uma simulação de fiscalização em campo, permitindo que a equipe avaliasse suas funcionalidades diretamente na rotina dos fiscais e coletasse sugestões para aprimorar as próximas versões.

Pesquisadores e pesquisadoras do Imazon com servidores da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Imagem: Arquivo interno)
Pesquisadores e pesquisadoras do Imazon com servidores da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Imagem: Arquivo interno)

“Esse contato com as equipes de fiscalização é muito importante para o desenvolvimento do aplicativo, porque permite que a ferramenta seja construída a partir das necessidades reais de quem está no campo. Ao testar a aplicação junto aos fiscais, conseguimos entender melhor a rotina de trabalho, identificar melhorias e pensar em como integrar diferentes fontes de dados para apoiar a fiscalização e a tomada de decisão”, explica a pesquisadora do Imazon Julia Ferreira.

Pesquisador Paulo Amaral com fiscal da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SETCMA) (Imagem: Arquivo interno)
Pesquisador Paulo Amaral com fiscal da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SETCMA) (Imagem: Arquivo interno)

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