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Imazon participa de seminário internacional sobre áreas protegidas e inclusão social
Evento reúne especialistas, comunidades tradicionais e organizações para debater conservação, sociobiodiversidade e fortalecimento das áreas protegidas na América Latina
22/05/26
Pesquisadores e integrantes da equipe do Imazon participaram do XII Seminário Brasileiro e VII Encontro Latino-Americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (XII Sapis & VII Elapis), realizado entre os dias 18 e 22 de maio, na Universidade de Brasília (UnB). O evento é considerado um dos principais fóruns técnico-científicos da América Latina voltados ao debate sobre conservação ambiental, inclusão social e fortalecimento de territórios protegidos.
Com o tema “Territórios, Áreas Conservadas e Sociobiodiversidade: caminhos para a equidade e a paz”, o encontro reúne organizações do terceiro setor, gestores públicos, sociedade civil e comunidades tradicionais para discutir estratégias de conservação da biodiversidade associadas à garantia de direitos aos povos locais e à valorização dos territórios. A programação inclui conferências, oficinas, mesas-redondas e grupos de trabalho voltados à construção de políticas públicas e ao intercâmbio de experiências em áreas protegidas.
A pesquisadora do Imazon Jakeline Pereira destaca que durante a programação o instituto está apresentando quatro trabalhos na categoria “Relato de Experiência” sobre as experiências com as populações das áreas protegidas do Norte do Pará.
“Participar dessas atividades é uma oportunidade importante para fortalecer o diálogo entre ciência, gestão territorial e os conhecimentos das populações que vivem e protegem a Amazônia diariamente. É muito importante compartilharmos nossas iniciativas voltadas ao monitoramento ambiental, à valorização da sociobiodiversidade e ao fortalecimento da conservação aliada ao bem-estar das comunidades locais”, destaca Jakeline Pereira, diretora do Programa de Áreas Protegidas do Instituto.
Os estudos apresentados foram:
Fortalecimento da sociobioeconomia na Amazônia: análise das estratégias de engajamento do Projeto Kanawa na Floresta Estadual do Trombetas
O trabalho teve como objetivo fortalecer a governança ambiental e a geração de renda na Floresta Estadual do Trombetas por meio de capacitações sobre o manejo da castanha-do-Pará e apoio às associações de extrativistas locais, incentivando a produção e comercialização dos produtos regionais. O trabalho mostrou que unir capacitação técnica e fortalecimento da governança local é essencial para garantir a conservação da floresta e a autonomia econômica das comunidades.
Monitoramento participativo da biodiversidade juntamente com os indígenas do Grande Tumucumaque
O trabalho destaca a importância da união entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais dos povos indígenas para a proteção da Amazônia, fortalecendo o acompanhamento da biodiversidade dentro do território por meio da participação ativa das comunidades originárias.
Promoção da visitação pública na Área de Proteção Ambiental do Jará
O trabalho traz a experiência do turismo de base comunitária (TBC) como estratégia de valorização do modo de vida das populações tradicionais e, assim, promovendo a visitação pública na unidade de conservação APA Jará, em Juruti/PA. Além disso, ainda fortalece ações de educação ambiental, articulação com os setores públicos e valorização do conhecimento tradicional.
COOPAFLORA: Fortalecendo a Bioeconomia no Norte do Pará
Trabalho resultado do “Projeto Kanawa: fortalecendo as áreas protegidas no Norte do Pará”, trazendo a experiência com essa iniciativa através das atividades do fortalecimento institucional da organização comunitária - Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte (Coopaflora) - que recebeu apoio para o seu fortalecimento por meio de capacitações, treinamentos e apoio na comercialização dos seus produtos. Como resultado, as vendas alcançaram novos mercados, houve aumento do número de cooperados e, consequentemente, melhorou a proteção ao território e o engajamento das comunidades tradicionais na defesa e na gestão das suas áreas protegidas.
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