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Pesquisadora do Imazon participa do 1º Encontro Amazônico de Manejo Florestal e debate desafios para conservação da floresta
Encontro em Belém promoveu debates sobre bioeconomia, sociobiodiversidade e estratégias para manter a floresta em pé
26/05/26
O Imazon participou do 1º Encontro Amazônico do Manejo Florestal, realizado nos dias 21 e 22 de maio, em Belém (PA). O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos, organizações da sociedade civil, estudantes, comunidades e profissionais do setor florestal para discutir caminhos voltados à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais.
Com o tema “Manejo florestal: bioeconomia, sociobiodiversidade e sustentabilidade”, o encontro buscou fortalecer o papel estratégico do manejo como uma das principais ferramentas para manter a floresta em pé, gerar renda e impulsionar modelos de desenvolvimento em equilíbrio com o meio ambiente. A agenda incluiu palestras, mesas-redondas e rodas de conversa sobre manejo comunitário e empresarial, políticas públicas, inovação e os impactos das mudanças climáticas na região.
A pesquisadora Camila Damasceno representou o instituto durante a atividade, compartilhando a experiência do Imazon com o monitoramento da exploração madeireira e destacando como o acompanhamento contínuo da degradação contribui para ampliar o conhecimento sobre as pressões que afetam o território.
“Participar deste encontro foi uma oportunidade importante para dialogar com diferentes atores que atuam diretamente no manejo florestal na Amazônia. Esses espaços fortalecem a troca de conhecimentos e promovem o intercâmbio de experiências sobre manejo florestal e os desafios relacionados à conservação”, afirma Camila.
Os dados mais recentes do Imazon mostram que a Amazônia teve 327 hectares de florestas com exploração madeireira entre agosto 2023 a julho 2024, o que representa uma redução de 10,5% em relação ao período anterior. Desse total, 225.113 hectares (69%) foram explorados mediante autorização emitida pelos órgãos competentes e 102.581 hectares (31%) ocorreram de forma não autorizada. A maior parte da atividade madeireira sem autorização (53%) foi identificada em imóveis rurais cadastrados, seguido por 25% em terras indígenas, 8% em Unidades de Conservação, 7% em Assentamentos Rurais, 5% em vazios fundiários e 3% em terras não destinadas.
Imazon foi pioneiro no monitoramento da exploração madeireira
Em 2008, o Imazon criou o Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), instrumento pioneiro em detectar a extração de madeira e avaliar sua legalidade no mundo. Isso porque, além de identificar por imagens de satélite as áreas onde houve retirada de madeira, o sistema também cruza essas informações com os dados públicos das autorizações para a atividade, os planos de manejo.
O sistema avaliou inicialmente o Pará e, a partir de 2012, incluiu Mato Grosso, por meio de uma parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV). Em 2020, mais duas instituições passaram a usar o sistema, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). E foi a partir da união dessas quatro organizações de pesquisa ambiental que nasceu a Rede Simex, que mapeou pela primeira vez a extração madeireira em toda a Amazônia Legal, em 2021.
Desde então, a rede passou a publicar anualmente em forma de infográficos tanto dados para toda a região quanto para cada estado, que contêm mapas, gráficos e rankings específicos. Porém, para que a legalidade da exploração de madeira seja avaliada em toda a Amazônia, os pesquisadores precisam que todos os estados divulguem seus planos de manejo. Por isso, o Simex também passou a funcionar como um monitor da transparência florestal na região.
Além dos dados anuais, em 2022, a rede também publicou o relatório “A Evolução do Setor Madeireiro na Amazônia entre 1980 a 2020 e as Oportunidades para seu Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável na Próxima Década“, que reuniu informações históricas, a evolução da cadeia produtiva, dispositivos de gestão e controle existentes, o atual cenário e as perspectivas para os próximos anos, até 2030.
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