Pesquisador do Imazon participa de painel sobre restauração florestal no Bioeconomy Amazon Summit

Paulo Amaral falou sobre a importância da proteção da vegetação secundária na Amazônia

14/05/26

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A restauração florestal foi tema de um painel nesta quinta-feira (14) no evento Bioeconomy Amazon Summit, em Belém, que teve participação do Imazon. O pesquisador Paulo Amaral falou sobre a importância da proteção da vegetação secundária na Amazônia — aquela que nasce após o desmatamento da floresta primária — para que o Brasil cumpra a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. O problema é que parte dessa vegetação já sofreu novo desmatamento, como mostrou um estudo recente do instituto, o que alerta sobre a importância de valorar a regeneração natural.

Amaral participou do painel “O desafio da permanência das florestas restauradas”, que também contou com a presença de Rafael Gioielli, da Mombak, e de Maurício Serna, da Terrasos. A mediação foi do jornalista Gustavo Faleitos, do InfoAmazônia. “Em uma década, entre 2014 e 2024, 2,7 milhões de hectares de vegetação secundária foram desmatados na Amazônia. Por isso, nossos desafios vão desde controlar o desmatamento e o fogo até a valoração da vegetação secundária”, afirma o pesquisador do Imazon, que coordena o Programa de Restauração de Paisagens do instituto. 

A Amazônia é essencial para que o Brasil cumpra a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, pois abriga 5,7 milhões de hectares em regeneração natural há mais de seis anos. “Se cuidarmos desse ativo, chegaremos muito próximos de atingir a meta. Porém, há um passivo de 14 milhões de hectares de Reserva Legal (RL) e de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) na região. Ou seja: precisamos restaurar mais do que a meta para cumprir o Código Florestal, o que torna a proteção da vegetação secundária uma ação prioritária para o país”, completa Amaral. Além disso, o especialista afirma que o Brasil precisa investir em iniciativas de Regeneração Natural Assistida (RNA) e de Sistemas Agroflorestais (SAFs) para dar escala à restauração florestal.

Além da produção científica sobre o tema, o Imazon também atua com projetos de campo para recuperação de áreas desmatadas na Amazônia. Esse trabalho é feito por meio da implementação de iniciativas de restauração produtiva em assentamentos da reforma agrária no Pará, em parceria com organizações sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Fórum das Comunidades Rurais de Paragominas. Nos últimos cinco anos, o instituto apoiou a implantação e a manutenção de 300 hectares de Sistemas Agroflorestais (SAFs), beneficiando diretamente 400 famílias da agricultura familiar. Além de apoiar a criação de 10 viveiros de mudas nativas da Amazônia, que já produziram 200 mil mudas.

Restauração florestal em risco: como a supressão e o fogo em vegetação secundária ameaçam as metas brasileiras

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Autores Imazon

Año: Não informado

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Publicación: Informes de Actividades

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