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Pesquisadora do Imazon acompanha encontro sobre inovação na pecuária em Paragominas
Evento reuniu pesquisadores, produtores, técnicos, alunos e instituições em Paragominas para discutir inovação, eficiência produtiva e caminhos para uma pecuária mais sustentável na Amazônia
14/04/26
Ida dos participantes para a área do evento (Imagem: arquivo pessoal)
A pesquisadora Camila Trigueiro representou o Imazon no “III Encontro de Pecuária – Dia de Transferência de Tecnologia e Inovação”, realizado em Paragominas (PA), no dia 11 de abril. A iniciativa reuniu diferentes atores do setor produtivo e científico com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos e discutir caminhos para o aprimoramento da atividade pecuária na região.
O evento foi realizado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Seaf) e possuiu o objetivo de ser um espaço de diálogo entre pesquisa e prática, aproximando universidades, instituições públicas e produtores rurais.
“Essa troca de experiências é importante por integrar inovação tecnológica com estratégias que respondam aos desafios específicos da Amazônia, como a pressão sobre os recursos naturais e a necessidade de aumentar a eficiência produtiva sem expandir áreas desmatadas”, afirma Camila.
Camila Trigueiro com o professor da UFPA Salim Jacaúna durante atividade sobre pecuária em Paragominas (Imagem: arquivo pessoal).
Foram abordados detalhes como a altura do capim, composição da silagem, conservação de alimentos do gado para períodos de seca, a relevância da rastreabilidade e a importância de não desmatar mais áreas para produzir. Além disso, o papel da agricultura familiar no estado foi destaque, já que o grupo representa 66% das propriedades rurais no Pará e concentra 35% do rebanho.
Camila ressalta que, em termos de qualidade das pastagens, cerca de 50% das pastagens no Pará apresentam vigor baixo a intermediário, um cenário semelhante ao observado no Brasil, onde 64% das pastagens também se encontram nessa condição, indicando desafios estruturais relacionados à produtividade e à sustentabilidade da atividade pecuária. “Muitas vezes, os pequenos produtores, por não dominarem algumas técnicas ainda, não cultivam o pasto de forma adequada e, com o tempo, à medida que o pasto se degrada, eles acabam abrindo novas áreas ou abandonam a atividade”, observa.
A pesquisadora ainda explica que esse tipo de evento é importante para que as pessoas da academia consigam compartilhar com os pequenos produtores as soluções que são desenvolvidas na pesquisa científica e que precisam ser levadas a campo para tornar as suas atividades mais eficientes e sustentáveis, demonstrando que não é preciso abrir mais áreas para produzir ou criar o gado, mas aproveitar de forma funcional a área e os recursos que dispõem. “Foi possível notar o interesse e a interação positiva dos pequenos produtores com os conhecimentos e informações que foram compartilhadas pelos painelistas”, reforça.
Nesse contexto, foram abordadas soluções voltadas ao manejo mais eficiente das pastagens, ao uso de tecnologias para monitoramento da produção e ao fortalecimento de cadeias mais transparentes. A discussão também reforçou a relevância de políticas públicas e iniciativas locais que incentivem uma pecuária mais responsável e alinhada às exigências ambientais.
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